O metano é um gás perigoso que deve ser controlado com maior eficiência!

O metano é um potente gás de efeito estufa, que captura 86 vezes mais calor na atmosfera do que o dióxido de carbono (CO2). Na verdade, quase 20% do propalado aquecimento do planeta pode ser atribuído ao metano. Como diminuir esse risco com maior eficiência? Leia mais.

O metano é associado a outros poluentes tóxicos como benzeno, formaldeído e etilbenzeno.

Além dos males ao meio ambiente e ao clima, o excesso de metano no ar pode causar problemas importantes na saúde das pessoas. Principalmente aquelas que trabalham diretamente em operações petrolíferas e gás. 

Um novo estudo detectou que, anualmente, as empresas de combustíveis fósseis vazam ou ventilam, deliberadamente, cerca de 13 milhões de toneladas métricas de metano na atmosfera. Quantidade que representa 60% mais do que foi estimado pela Environmental Protection Agency (EPA). 

Resumindo: a produção de petróleo, gás e carvão são as maiores fontes industriais de emissões de metano. Ou seja, se houver cortes drásticos na liberação do metano industrial, a mudança climática poderá ser, efetivamente, controlada!

Vários cientistas já estão na busca de alternativas, visando reduzir e controlar as emissões do metano. Uma delas, seria uma fiscalização mais rígida e punitiva com relação aos vazamentos nas infra-estruturas de combustíveis fósseis. Outra alternativa seria a conversão química do “metano atmosférico” em algo menos nocivo.

Satélites para monitorar os vazamentos

Para uma detecção mais ampla e segura de vazamentos de metano, os satélites são excelentes!

Os satélites são altamente recomendáveis porque ao reunir dados da localização e da amplitude dos vazamentos, podem detectar as zonas mais nevrálgicas do planeta, em termos de saturação de metano.

Os satélites governamentais atualmente em órbita podem detectar plumas de metano, mas apenas plumas particularmente grandes, pois têm baixa resolução espacial. 

Uma empresa privada chamada GHGSat vende medições, via satélite, das emissões de metano a clientes, particularmente para a indústria de petróleo e gás, mas seus dados são de propriedade exclusiva. O problema maior, claro, é o alto custo dessas empreitadas.

Tornou-se urgente rever a dependência de monitoramento de satélites pelo setor privado.

Mas, já houve progressos na detecção de vazamentos de metano com relação aos custos.

Carbon Mapper, empresa que, via satélite,  se encarrega de localizar, quantificar e rastrear todas as emissões de metano e CO2, firmou parceria público-privada para lançar um conjunto de satélites de monitoramento de metano e CO2 a partir de 2023, começando com dois satélites e expandindo para 10 em 2025. 

Desse modo, os satélites sem fins lucrativos cobrirão 80% das fontes mundiais de metano e terão uma resolução espacial de cerca de 30 m. Os dados coletados permitirão ao operador da instalação apontar para a região certa de um campo petrolífero com sensores no solo para prontamente encontrar e consertar o problema.

Alternativas mais econômicas para detectar saturação de metano no planeta

Imediata substituição de equipamentos defeituosos e o conserto de vazamentos em dutos logo após detectados

Estas seriam saídas mais em conta para remediar o problema do vazamento de metano. Outra forma de redução de custo seria a venda do metano que não é emitido na atmosfera, que pode ser convertido em gás natural.  

O fato é que esse clima doido que todos já notaram, já está afetando a vida cotidiana de todo mundo!

Mudanças climáticas drásticas (decorrentes, geralmente, de "excessos humanos") já estão virando rotina em várias partes do mundo, pois provocam:

  • secas em períodos que seriam de chuvas

  • calor no inverno

  • frio no verão

  • incêndios florestais repentinos

  • tempestades que quebram recordes sem precedentes. 

  • êxodos de animais de seus habitats naturais.

  • elevação - sem precedentes - do nível do mar (3 mm a cada ano), na medida que sua temperatura aumenta, as geleiras derretem. 

Fontes naturais de metano

Geralmente, as fontes naturais de metano são as zonas úmidas - como no fundo dos oceanos - onde as bactérias se alimentam de carbono orgânico para depois emitir o gás

Humanos e animais também têm culpa na emissão de metano!

Além da indústria de combustíveis fósseis, a agricultura também tem sua parcela de culpa, bem como a gestão de resíduos e outras atividades afins se encarregam de fechar esse círculo vicioso.  

Cerca de 60% das emissões de metano são provenientes de fontes humanas e animais.

Parece piada, mas os arrotos e os puns do gado são grandes responsáveis pela emissão de metano!

Para Euan Nisbet, um cientista da Royal Holloway, Universidade de Londres, "o gado e outros ruminantes são verdadeiros 'pântanos ambulantes' porque as bactérias que vivem em suas entranhas produzem metano na medida que digerem alimentos. Uma solução simples para reduzir essas emissões, seria alterar a alimentação do gado."

Um aditivo chamado Bovaer® pode ajudar na redução do metano na agricultura!

Com apenas um quarto de colher de chá desse produto, diariamente na ração de vacas e de outros ruminantes, como ovelhas e cabras, é possível suprimir a enzima que ativa a produção de metano no estômago desses animais e, então, reduzir a emissão entérica do gás em aproximadamente 30%. 

"O efeito é instantâneo, e o produto é decomposto com segurança no sistema digestivo do animal, contribuindo para uma redução imediata da pegada ambiental de carne, leite e produtos lácteos. Se o uso do aditivo for interrompido, a produção total de metano é retomada e não há efeitos duradouros no organismo para algo mais leve e fora dos padrões. para que a produção de metano reduzisse.”, segundo um técnico da empresa produtora do aditivo.

As altas emissões de metano no Oceano Ártico também preocupam os ambientalistas do mundo inteiro 

Sob as profundezas frias e escuras do oceano Ártico (que se encontra nas regiões do Canadá, Rússia, Estados Unidos, Noruega, Islândia e Groelândia), encontram-se vastas reservas de metano.

Estas reservas descansam em um equilíbrio delicado, estável num sólido chamado hidrato de metano e depende de pressões e temperaturas muito específicas. Se esse equilíbrio for alterado, o metano pode ser liberado na água acima e eventualmente chegar à atmosfera. .. 

No mais, o problema do metano não precisa apenas de uma atenção maior, mas, sobretudo de ação imediata. Na verdade, a atitude deve partir de todos conscientes, sobretudo daqueles "fazedores de leis" e dos formuladores de políticas. 

Alternativas existem e podem ser aplicadas com sucesso. Isso, claro, se forem eliminadas as barreiras da ideologia e do interesse escuso. O momento é agora ou nunca.