Positividade tóxica é atitude negativa!

Positividade tóxica pode soar paradoxal, mas não é assim. Se não existir equilíbrio em qualquer circunstância da vida, ela pode se tornar amarga, pois excessos sempre são prejudiciais. Fique sabendo como dosar uma situação para não cair nessa armadilha.

Imagine um momento tenso de muito sofrimento. O pensamento está povoado de informações negativas que qualquer "ajuda externa" pode a ter o efeito contrário! 

Nessas horas, “incentivos”, como, “Vai ficar tudo bem”, “Isso é passageiro”, “Mantenha o pensamento positivo”, Poderia ter sido pior” ou "Deus sabe o que faz", de nada adiantarão. Pelo contrário, esse excesso de "conselhos" podem se tornar tóxicos e, portanto, prejudiciais à saúde física e emocional.

Em outras palavras, os especialistas em saúde mental deram uma nome para classificar essa falta de critério na hora de "dar força" àquele que sofre por causa de algum motivo pesado: positividade tóxica.

“Positividade tóxica é a ideia segundo a qual devemos nos concentrar apenas nas emoções positivas e nos aspectos positivos da vida. É como acreditar que, se ignorarmos as emoções difíceis e as partes de nossa vida que não vão bem, seremos muito mais felizes.”, disse Heather Monroe, Assistente Social e Diretora de Desenvolvimento de Programas, do Newport Institute, nos Estados Unidos.

A positividade passa a ser tóxica quando ela mascara uma realidade. Nessas horas de sufoco, amargura e decepção, o silêncio é o melhor conselheiro.

Esse (necessário) comportamento reservado permite ponderar a situação e pesar os prós e os contras. A crença (falsa) de que a positividade pode alterar a situação (como num passe de mágica), cria uma ilusão que vira um novo fardo por causa da decepção de que ela gerou. 

Veja o caso de quem convive com os afagos "desenhados" na forma de "likes" ou de "emojis". Quando esse pseudo sucesso acaba, o gosto do fracasso é mais amargo ainda.

A arrogância e a sensação de infalibilidade têm consequências pesadas quando a falha acontecer. Vale o velho e sábio ditado: "Quanto mais empinado o queixo, maior poderá ser o tropeço".

Não se discute o poder de um pensamento positivo e seu valor ante uma situação negativa, mas tudo em excesso atrapalha, principalmente se a fonte for externa.

O melhor termômetro para conviver com o sucesso ou sofrer menos, é saber equilibrar as reações e ter discernimento para não ultrapassar a linha do bom-senso. 

Esse tipo de “desconfiômetro” não existe em pessoas radicais que não enxergam o outro lado da moeda ou por ignorância ou por fragilidade mesmo.

O objetivo deste artigo não é tornar uma pessoa fria e sem emoções a ponto de ignorar boas intenções alheias. O ponto é apenas o de prevenir que o equilíbrio é a melhor atitude em qualquer situação, tanto de quem sofre, como de quem aconselha.

A capacidade do auto-controle é a receita ideal para conviver com momentos bons ou ruins. O meio-termo em qualquer situação da vida, funciona como uma espécie de escudo que o protegerá e manterá ciente de que altos e baixos são comuns na vida de qualquer ser vivo neste planeta.

Aceitar a realidade do jeito que ela se tornar, é saber reinventá-la sempre que necessário!

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