Conheça as revolucionárias ideias do Ecofeminismo!

O ecofeminismo é um movimento antigo e ainda pouco conhecido por grande parte do mundo feminino. Feminismo e ecofeminismo, têm a mesma essência ou princípio filosófico semelhante. O que muda, é o foco de cada um. Conheça mais sobre as ideias, ainda de vanguarda, desse movimento. 

No ecofeminismo, a ligação das mulheres com a ecologia é o ponto de fusão!

O foco do movimento é que as mulheres possam ser tratadas de forma igual a dos homens e sejam poupadas de outras injustiças. Em outras palavras, como o meio-ambiente é tratado com a merecida consideração, deve ser também protegido. Uma fusão de elementos na luta contra as desigualdades sociais.

Origens do ecofeminismo

O termo “feminismo ecológico”, veio do francês, ecological feminisme e foi cunhado por Françoise d’Eaubonne, na década de 1970. Foi quando os primeiros movimentos ecofeministas começaram a surgir no cenário mundial.


Daniela Rosendo
, no seu livro, Filosofia Ecofeminista: Repensando o Feminismo a partir da Lógica da Dominação”, observa com propriedade: 

“O feminismo é um movimento plural, porque existem outras correntes do feminismo liberal, marxista, socialista, ecofeminista, etc. Cada qual aponta uma forma pela qual a dominação contínua e sistemática das mulheres pelos homens, decorre do sexismo…”

Para Daniela, a desvalorização da mulher no trabalho pode ser vista como reflexo de uma estrutura conceitual opressora. As mulheres são vistas no lado “de baixo”, com menos valor e privilégio, sujeitas ao poder exercido pelos homens. Paralelamente, o mesmo acontece nas esferas ambiental e animal.

Ambientes são degradados, como no desmatamento da Amazônia e animais são sacrificados de todas as formas cruéis possíveis e para motivos torpes.

Filosofia ecofeminista

Daniela deixa claro que é possível desconstruir essa lógica da dominação. Dessa forma, é possível abandonar os sistemas de exploração das mulheres, dos animais e da natureza. Isso, na ótica da filósofa ecofeminista de Karen Warren, em seu livro, “Ecofeminist Philosophy”.

Das implicações do movimento ecofeminista, originaram ações políticas que se tornaram expressões nas artes. Os maiores reflexos foram na literatura, na linguagem, na ciência e na tecnologia, com ênfase na filosofia, na religião e nas organizações não governamentais.

Os princípios do movimento vegano está alinhado aos do movimento ecofeminista!

O termo “sexismo” ou machismo, surge a partir de uma subvertida lógica dualista e intimista. Essa situação injusta associa os homens ao público e as mulheres ao privado. É uma relação assimétrica, na medida em que os primeiros são mais valorizados do que as “donas de casa”.

A cruel análise, é também lembrada pelas ecofeministas, Kathy Gibson e Julie Grahan, que fazem uso do desconstrucionismo de Judith Butler:

“Na literatura ecofeminista podem ser identificadas diversas interconexões entre a dominação das mulheres, dos animais e da natureza: histórica, conceitual, empírica, socioeconômica, linguística, simbólica e literária, espiritual e religiosa, epistemológica, política e ética (…)."

Esse desequilíbrio, atinge primeiro as classes mais pobres, representadas no Brasil, majoritariamente pelos negros, mulheres e indígenas.

Por sua vez, a “irresponsabilidade ecológica” atinge em cheio o clima, as florestas e a água. Essa sucessão de eventos torna óbvio a impossibilidade de desvencilhar o ecofeminismo animalista das lutas pela justiça social.

ecofeminismo luta pela igualdade dos discriminados pela sociedade e em defesa dos animais!

 Ecofeministas dos tempos atuais:

  • Vandana Shiva é uma ativista indiana, das mais importantes do ecofemismo. Uma de suas obras mais importantes, mostra a preocupação pela agricultura. Ela luta contra as práticas que afetam o meio ambiente e à saúde dos trabalhadores.

  • Charlene Spretnak, outra destemida ativista, fundou o Partido Verde americano. Ela escreveu livros com foco na análise da modernidade e seus impactos.

  • Carol J. Adams é animalista e autora de várias livros sobre ecofeminismo. Um deles ficou muito famoso:  “A Política Sexual da Carne.  Nessa obra, ela faz um paralelo da opressão das mulheres e dos animais que, afinal, estão sob o mesmo guarda-chuva. No livro são dados exemplos do nosso dia a dia, que vão desde à linguagem até a publicidade.

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